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Espanha vende armas a países em que a lei o proíbe Madrid - O Governo espanhol exportou em 2009, material de defesa e duplo uso no valor de cerca de 1 491 milhões de euros. Segundo várias organizações humanitárias sediadas em Madrid, as armas foram vendidas a Israel, Sri Lanka, Marrocos, Guiné-Conacri, Líbano, Gana, Sudão e Venezuela. De acordo com o documento intitulado «Análise das exportações espanholas de materiais da defesa e duplo uso», divulgado esta segunda-feira pela Amnistia Internacional, Intermón Oxfam, e pela Greenpeace a que PNN teve acesso, o Executivo espanhol realizou em 2009 vendas de materiais de defesa e duplo uso no valor de 1 491,77 milhões de euros. Deste valor, 1 346,5 milhões, procedem de materiais de defesa, 99,12 mil euros dizem respeito a materiais de duplo uso e 46,13 mil euros procedem dos outros materiais. As vendas aumentaram 33,37 por cento por cento relativamente a 2008, mas se se tiver em conta unicamente as vendas de armamento, o aumento será de 44 por cento, o que se traduz no maior valor de exportação de armas desde que se realizam este tipo de controlos, adiantou o representante da Intermón Oxfam, Francisco Yermo, em declarações à PNN. Marrocos aumentou em 2009 os ataques contra a liberdade de expressão, associação e reunião, relativamente a questões consideradas sensíveis para a segurança interna e externa do Estado. Para além disso, as autoridades intensificaram as restrições impostas a quem defende a autodeterminação do Sara Ocidental. A Guiné-Conacri foi, durante o ano de 2009, um destino preocupante, devido ao golpe de Estado que teve lugar em 2008 por militares, um acto que foi condenado internacionalmente. O país foi suspenso da sua participação na União Africana, em Setembro de 2009. A Guiné-Conacri comprou a Espanha, cartuchos de espingarda no valor de 4,1 milhões de euros, cujo destinatários foram empresas privadas que funcionam neste país da África Ocidental, que é o maior produtor de bauxite. Braima Camará
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